

Os israelitas passaram quatrocentos anos no Egito. Eles estavam no terreno do inimigo, logo, nada do que eles fizessem poderia tirá-los de lá. Eles precisavam de um libertador mais forte do que eles para sair daquela servidão. Por isso, Deus se envolveu e lutou a batalha por eles, fazendo um milagre após o outro: levantando Moisés de dentro do palácio de Faraó, enviando as dez pragas, abrindo o Mar Vermelho e afogando os inimigos.
Por sua vez, o deserto era a terra que Deus dera a Abraão. Não era o terreno do inimigo. Era a terra dos israelitas, que estava ocupada por invasores. Agora, eles eram perfeitamente capazes de dar conta da situação. Eles teriam que se posicionar na herança que o Senhor lhes dera e tomar posse dela.
Infelizmente, os israelitas se conformaram ao deserto e passaram um longo tempo rodeando a mesma montanha. Eles não quiseram se esforçar para continuar a boa obra que Deus começara, ao livrar-lhes do sistema de pecado do Egito. Eles se estabeleceram na terra seca e árida. Eles se adaptaram à água que saía da rocha, ao maná que descia do céu, à nuvem que os livrava das intempéries, às roupas que não se desgastavam. Eles contavam com o Senhor para suas necessidades diárias, mas não se levantavam para tomar posse de sua promessa. Eles ficaram com o confortável, quando poderiam ter tido o melhor. Eles queriam que Deus batalhasse Suas batalhas, mas se recusaram a lutar pelos planos do Senhor. A geração que se conformou ao deserto acabou morrendo no deserto, sem nunca possuir sua herança.
Jesus venceu a morte, o pecado e as doenças, tudo o que nos impedia de cumprir o propósito do Senhor, mas Ele não fará por nós a parte de tomar posse da terra, cuidar dela, crescer, frutificar e multiplicar. Conforme batalhamos pelo território que Deus nos deu e o administramos bem, vemos o deserto se transformar em um manancial de onde mana leite e mel!

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