

Jesus havia acabado de receber a notícia de que seu parente João Batista havia sido morto, mas, ao invés de se desestabilizar emocionalmente, ele foi capaz de ministrar a uma multidão de mais de cinco mil pessoas. Quais os segredos que faziam Jesus ser tão estável?
O primeiro é que Jesus se retirava para o deserto. Em meio ao sofrimento, Jesus não fugia das dificuldades. Ele ia em direção a elas. Por quê? Porque, no deserto, ele podia ouvir melhor a voz de Deus. No meio das tribulações, a pior coisa que podemos fazer é ouvir a voz das pessoas ou de nossos próprios pensamentos. Precisamos nos separar para Deus e buscar nEle a unção de consolo.
O segundo segredo é que, mesmo em meio ao luto, Jesus sentia compaixão por aqueles que sofriam e buscava ajudá-los. Quem é emocionalmente instável não consegue suportar a pressão de lidar com a dor dos outros em meio ao seu próprio sofrimento. Porém, Jesus entendia que a auto-comiseração não resolve nossos problemas. Entregar-se ao complexo de vítima aumenta nossa dor, pois impede a ferida de cicatrizar. Jesus não se descuidava de suas necessidades, mas, em sua comunhão com Deus no deserto, ele se renovava e tornava-se capaz de ministrar às pessoas, mesmo em meio à sua própria aflição. Jesus redirecionava seu sentimento de compaixão à multidão e ambos eram curados.
O terceiro segredo para ser emocionalmente estável é deixar Deus a cargo de nossa provisão. Em meio à dor, é fácil raciocinar que, já que ninguém se importa com nossas necessidades, seria melhor cuidarmos de nós mesmos e não nos importarmos com os outros. Mas porque Jesus se preocupou com a multidão e não pensou em si mesmo, o Senhor fez multiplicar os pães e os peixes e todos foram alimentados.
Quando buscamos ao Senhor em meio ao deserto e focamos em ajudar os aflitos, Deus se encarrega de cuidar de nossas dificuldades. Por amor à nossa vida, o Senhor multiplica a unção e todos terminam sarados e supridos.

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