

Em Jeremias 2:13, Deus diz que o povo cometeu dois males: abandonaram o manancial de águas vivas e cavaram cisternas rotas, que não retêm águas. Há dois tipos de fonte que podemos buscar para matar nossa sede: Deus ou o nosso próprio sistema de segurança e provisão.
As águas que fluem do trono de Deus são vivas. Isso quer dizer que elas continuamente fluem, oferecendo a nós a oportunidade de ter uma bebida fresca, saudável e natural. As bênçãos e revelações que o Senhor trouxe a nós no passado não devem ser esquecidas, no entanto, são águas paradas e não servem para nos saciar novamente. O Senhor tem um fluir novo para um novo dia.
Só que, para não termos de ir ao manancial com regularidade, muitas vezes, construímos cisternas para estocar água. Essas cisternas podem ser o saldo da conta bancária, os relacionamentos e conexões profissionais e até mesmo doutrinas religiosas. Tudo o que buscamos para satisfazer nossas necessidades sem ter que colocá-las diante do altar de Deus se torna uma cisterna.
O problema é que a água da cisterna é parada. Ela pode trazer um alívio momentâneo, mas não se move. Enquanto o manancial está sempre jorrando, a água da cisterna é estática e, com o tempo, começa a acumular sujeira e insetos e se torna imprópria para o consumo.
Além disso, a cisterna é rota, ou seja, é furada. Toda solução carnal tem falhas, porque envolve riscos e incertezas. Quando vamos atrás de nosso próprio método de abastecimento, não percebemos que ele está cheio de furos e não vai levar muito tempo até nos depararmos com a sequidão.
A cisterna ainda é rasa e não retêm águas. Ela só tem capacidade até certo limite e tudo o que passar daquilo, entorna. Existe um limite de situações que podemos resolver com as cisternas, mas conforme novos desafios vão surgindo, elas já não dão conta de trazer todas as respostas de que precisamos.
Quando nossa cisterna é rota e não retêm águas, se alguém vier pedir de beber, ou teremos que negar, porque não há o suficiente para nós, ou entregaremos nossa própria água e terminaremos em sequidão.
Foi o que aconteceu quando Jesus encontrou a mulher samaritana na fonte de Jacó (João 4:18). Jesus lhe pediu água, mas ela deu muitas desculpas para justificar que não tinha nada a lhe oferecer: disse que era mulher samaritana, que os judeus não se dão com os samaritanos, que ele não tinha com que tirar água e que o poço era fundo. Jesus, por sua vez, disse que tinha águas vivas e, quem dele bebesse, se tornaria uma fonte a jorrar para a vida eterna. Quem busca diretamente o manancial não só sacia sua sede, como se torna uma fonte a dar de beber para os sedentos!

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