

Em muitas passagens da Bíblia, as pedras estavam associadas a julgamento, até porque o apedrejamento era uma forma de punição nos tempos antigos.
Em Êxodo 9:13-26, vemos que uma chuva de pedras caiu do céu, depois que o Faraó do Egito se negou a libertar os israelitas pela sétima vez. Nessa ocasião, algo inusitado aconteceu. A chuva de pedras não caiu em Gósen, o local de acampamento de Israel. Mesmo no Egito, os oficiais de Faraó que temeram a palavra do Senhor e colocaram seus servos e seus gados para dentro de casa não sofreram dano.
O que nos livra do julgamento de Deus é temer Sua Palavra e se abrigar debaixo de sua cobertura. Debaixo da proteção do sangue de Jesus, todo aquele que recebe a Palavra e a obedece é poupado do juízo e considerado inocente perante o Pai.
Há uma pedra de julgamento que vem de nossos inimigos. Daniel foi condenado por orar e dar graças a Deus e, como punição, foi lançado na cova dos leões (Daniel 6). O rei mandou trazer uma pedra, que foi colocada sobre a boca da cova e selada com o anel real, para que ninguém pudesse mudar aquela sentença. No entanto, o Juiz de toda a terra fechou a boca dos leões e Daniel saiu ileso, enquanto seus acusadores foram lançados para os leões famintos.
O Senhor Todo-Poderoso nos livra de todo julgamento humano que nos é contrário, se tão-somente nos mantivermos fiéis a Ele e não temermos a condenação dos homens. A autoridade de Jesus é poderosa para expulsar o acusador (Apocalipse 12:10) e fazer com que os inimigos recebam a sentença em nosso lugar.
Há, ainda, uma terceira pedra de julgamento. Essa pedra é a mais difícil de ser removida. Por quê? Porque quem a coloca somos nós mesmos! Essa foi a pedra que foi colocada na frente do túmulo de Lázaro (João 11). Jesus chegou ao local onde Lázaro havia sido sepultado e disse: “Tirai a pedra”. Marta, no entanto, julgando que já não havia solução para seu irmão, respondeu: “Senhor, já cheira mal, porque já é de quatro dias”.
Deus impediu que a chuva de pedras alcançasse os israelitas no Egito. O próprio inimigo foi obrigado a retirar a pedra da porta da cova dos leões. No entanto, Jesus não removeu a pedra do túmulo de Lázaro. Cristo consumou a obra que nos garante a salvação, porém, enquanto deixarmos nossa incredulidade julgar a obra que Jesus pretende fazer, a fim de evitar o desconforto que as mudanças trarão, o milagre não pode vir para fora!
Não há julgamento que se sustente diante de Jesus. Ele livrou do apedrejamento uma mulher pega em adultério, ao mostrar a todos que tinham pedras nas mãos que eles também haviam cometido pecado e, portanto, suas pedras de condenação estavam voltadas contra si mesmos (João 8:7). Todo o que se achega a Jesus buscando a absolvição de seus pecados encontra a pedra do túmulo removida, que é o sinal de que o perdão de Deus nos alcançou!

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