

Para que os efeitos do pecado sejam completamente cancelados de nosso coração, existe um processo de arrependimento por que precisamos passar. Esse processo conecta nossa iniquidade ao perdão de Deus e anula a malignidade de nossa desobediência.
O primeiro passo do processo do arrependimento é reconhecer o erro que cometemos, para que possamos confessá-lo. Quando confessamos nossos pecados a Deus, nos tornamos cientes do mal que há dentro de nós e o retiramos de nosso sistema.
O segundo passo é querer ser santificado. Às vezes, ansiamos por nos livrar de nossos pecados, mas não nos achamos merecedores da santificação, por causa da culpa que carregamos. Faz parte do processo de quebrantamento colocar nosso desejo ardente de voltar à comunhão com Deus acima de toda acusação de Satanás.
O terceiro passo é ansiar por retornar ao caminho da retidão. O processo de arrependimento se conclui quando nos dispomos, motivados pelo Espírito Santo, a passar no teste da próxima vez. A etapa da justificação limpa a dívida de pecado em nosso nome, não para que possamos contrair novas dívidas, mas para que passemos a investir o que recebemos do Senhor e multipliquemos nosso potencial dado por Ele.
E quando pecam contra nós? Devemos esperar que a pessoa se arrependa, confesse seu erro e peça desculpas para a perdoarmos? Não! O processo de arrependimento é o meio pelo qual o pecador encontra o perdão, e não o meio pelo qual o ofendido se oferece para perdoar.
Jesus disse em Lucas 17:3-4: “Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe. Se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.”. Jesus não estava limitando o perdão à atitude do pecador. Pelo contrário, ele estava mostrando que o ofendido deve remover os limites ao perdoar e, mesmo que o ofensor não se conserte e erre novamente, ainda assim devemos manter o perdão à sua disposição.
Deus deixou o perdão disponibilizado para nós antes mesmo que nos arrependêssemos e pedíssemos perdão. Por quê? Isaías 43:25 traz a resposta: por amor a Si mesmo. Quando decidimos perdoar, mesmo que o ofensor não tenha o desejo de receber o perdão, estamos fazendo um favor a nós mesmos e nos livrando de todo peso de ira, amargura e desejo de vingança de nosso coração e aceitando a restituição que vem do Altíssimo.
O processo de arrependimento pode ser necessário para que o ofensor consiga a reconciliação conosco, mas não devemos colocá-lo como uma exigência para o perdão, até porque Jesus nos ensinou que a maneira como perdoamos nossos devedores afeta a maneira como recebemos o perdão divino e nenhuma ofensa vale tanto a ponto de influenciar nosso relacionamento com o Pai (Mateus 6:12).

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