

Nos tempos bíblicos, os gregos viviam em busca da imortalidade. Na mitologia grega, a comida dos deuses do Olimpo, a ambrosia, prometia conceder imortalidade a todo mortal que a experimentasse.
Em uma de suas pregações, Jesus se chamou de “pão da vida” e disse que, se alguém dele comesse, viveria eternamente (João 6:48,51). É bem provável que os gregos tenham ouvido a mensagem de Jesus sobre a vida eterna e buscado conhecê-lo. Porém, Jesus surpreendeu-os com a seguinte mensagem: “Quem ama a sua vida perde-a; mas aquele que odeia a sua vida neste mundo preservá-la-á para a vida eterna.” (João 12:25).
Os gregos buscavam a imortalidade da alma para continuar a desfrutar de sua sabedoria e de todos os prazeres carnais. Eles não entendiam que foi por misericórdia que, no Éden, Deus afastou o homem da árvore da vida, já que, como o princípio de pecado havia entrado no mundo, a imortalidade significaria que o homem viveria eternamente atormentado pela deterioração da terra.
Isso até lembra uma das fábulas da mitologia grega, em que Zeus concedeu a imortalidade a Titônio, porém, por não ter recebido a juventude eterna, ele acabou envelhecendo tanto, que acabou trancado em um quarto escuro, sem forças para se mover. Imortalidade em um mundo corrompido pelo pecado não serve para nada!
Jesus explicou aos gregos que o caminho para a vida eterna passava pela morte. Ele disse que a semente precisava morrer para produzir muito fruto. Obviamente, ele estava anunciando que, através de sua morte na cruz, a salvação que nos livra da perdição eterna alcançaria a muitos.
Enquanto os gregos queriam a imortalidade para fortalecer o “eu”, Jesus estava lhes mostrando que a vida eterna começa quando morremos para o “eu”. A imortalidade do “eu” conduz à morte, porque o ego nunca se sacia: assim que obtemos algo, a vontade morre e nasce um novo desejo. Já a morte do “eu” conduz à vida eterna, pois a vontade de Deus pode prevalecer, trazendo satisfação, paz e alegria em Sua Presença.
Será que estamos buscando a imortalidade ou a vida eterna? Nosso foco está nas coisas passageiras ou nas coisas espirituais? A maior parte de nossas orações está voltada para pedidos materiais ou para dádivas espirituais? Estamos vivendo a vida com a mentalidade de aproveitar o dia de hoje ou de nos preparar para a volta de Jesus?

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