

Os discípulos no caminho de Emaús tiveram três oportunidades de reconhecer a Jesus, mas só na terceira seus olhos se abriram. Por que seus olhos estavam impedidos de reconhecê-lo? Porque, ao invés de focar na maravilhosa obra que estava acontecendo naqueles dias de Páscoa, eles só comentavam sobre as coisas ruins que estavam ocorrendo: a conspiração dos sacerdotes e autoridades para matar Jesus, a condenação de seu Mestre à morte e a frustração de sua expectativa de que Jesus viria redimir a Israel.
A primeira chance que aqueles discípulos tiveram de reconhecer a Jesus foi por meio do testemunho das mulheres e dos outros discípulos (Lucas 24:22-24). Ao ouvirem aquele relato, era de se esperar que eles se lembrassem das últimas palavras de Jesus sobre sua morte e ressurreição e reconhecessem que a palavra se cumpriu. No entanto, muitas vezes, ouvir o testemunho de outras pessoas não é o suficiente para nós, porque a revelação veio a eles, e nós não nos convencemos ainda.
Depois, Jesus lhes deu a chance de reconhecê-lo por meio das palavras de profecia (Lucas 24:27). Ao ouvirem a explicação da Palavra de Deus sobre a vinda de Jesus, o coração deles começou a arder e eles estavam a ponto de reconhecer o Mestre, mas toda a teoria ainda não fazia sentido, porque estava distante da prática. Se os discípulos tão-somente tivessem unido o testemunho prático das mulheres ao conhecimento da Palavra, teriam reconhecido a Jesus, mas eles não fizeram essa conexão.
Enquanto os olhos daqueles homens estavam cegos, Jesus permaneceu com eles. Ele não os deixou com o entendimento obscurecido, mas insistiu até que eles recebessem a revelação.
Foi só quando Jesus abençoou e partiu o pão que eles o reconheceram (Lucas 24:30-31). Eles só viram a Jesus quando foram ministrados em suas necessidades. É assim que muitas vezes nos portamos em nossa comunhão com Deus: só reconhecemos que Ele está conosco em meio à aflição quando recebemos a bênção. No entanto, Jesus chamou-os de “néscios e tardos de coração para crer” (Lucas 24:25). Ele esperava que eles vigiassem nas últimas palavras que ele lhes dissera e que isso fosse suficiente para edificar a fé deles.
Há uma lição valiosa aqui: muitas vezes damos testemunho e pregamos a Palavra de Deus às pessoas e, ainda assim, elas não crerão no que dizemos, a não ser que vejam suas necessidades atendidas. Jesus operava muitos sinais e prodígios para abrir os olhos do povo, a fim de que eles reconhecessem quem ele era (João 4:48). Com nossas intercessões e atos de serviço podemos abrir os olhos daqueles que ainda insistem em não reconhecer a Jesus!
Uma Feliz Páscoa a todos os leitores do blog Resposta na Palavra! Aleluia! Jesus ressuscitou!


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