

Estamos acostumados a apresentar a Deus nossas petições em oração, mas o que responderíamos, caso Ele viesse a nós e perguntasse primeiro “o que queres?”. Algumas pessoas na Bíblia passaram por essa experiência.
O Senhor apareceu em sonho a Salomão e lhe disse: “Pede-me o que queres que eu te dê.” (1 Reis 3:5). O que um rei, que tinha tudo a seu alcance, poderia pedir a Deus? Salomão pediu sabedoria para julgar o povo. Eis o que o Senhor lhe respondeu: “Já que pediste esta coisa e não pediste longevidade, nem riquezas, nem a morte de teus inimigos; mas pediste entendimento, para discernires o que é justo; eis que faço segundo as tuas palavras” (1 Reis 3:11-12).
Por que Deus pareceu admirado com o pedido de Salomão, se Ele já conhecia os desejos de seu coração? Quando Deus pergunta: “o que queres?”, o que Ele realmente quer saber é se responderemos de acordo com nossas ambições ou se nos renderemos à Sua vontade. Salomão poderia ter pedido longevidade, riquezas e vitória sobre os inimigos, tudo o que um rei precisa para fazer um bom reinado. No entanto, ele preferiu a vontade de Deus: ter sabedoria para ajudar o povo a discernir entre o bem e o mal.
O Senhor fez uma pergunta semelhante à mulher sunamita, através do profeta Eliseu: “que se há de fazer por ti?” (2 Reis 4:13). Aquela mulher era rica, mas lhe faltava um filho. É provável que ela tenha sofrido muito preconceito já que, em sua época, a esterilidade era considerada uma maldição para as mulheres.
No entanto, a sunamita estava mais preocupada em servir a Deus do que à opinião das pessoas. Sua resposta “habito no meio do meu povo” (2 Reis 4:13) mostra que sua satisfação se encontrava em pertencer ao povo do Senhor. Ela estava firmada em sua identidade em Deus, e não em sua identidade como mulher e mãe. Quando ela fez de Deus sua prioridade, o Senhor tornou Sua a prioridade de lhe dar o que ela tanto ansiava.
Um homem que não soube responder corretamente à pergunta “o que queres?” foi o paralítico no tanque de Betesda. Nesse caso, Jesus não deixou a pergunta em aberto, mas foi direto ao ponto: “Queres ser curado?” (João 5:6). A resposta era simples: sim ou não. Ele não podia dizer: “Senhor, prefiro uma cadeira de rodas motorizada”. Mesmo assim, como os desejos no coração daquele homem estavam presos à sua ambição de ser aceito, ele respondeu: “Senhor, não tenho ninguém que me ponha no tanque, quando a água é agitada; pois, enquanto eu vou, desce outro antes de mim.” (João 5:7).
Jesus concedeu aquilo que o homem precisava, mas quem sabe o que mais ele pode ter deixado passar? Jesus sempre acompanhava seus milagres com uma bênção, como “vai-te em paz”, “teus pecados foram perdoados” ou “tua fé te salvou”, mas aquele paralítico só ficou com a cura.
Deus só pergunta “o que queres?” para os fiéis que Ele sabe que poderão dar a resposta certa. É muito melhor deixar Deus tomar a iniciativa e atender os desejos de nosso coração do que apresentar uma longa lista de pedidos e reprovar no teste da ambição. O Senhor conhece nossos desejos mais íntimos, que às vezes nem mesmo conhecemos, se tão somente confiarmos nEle para nos satisfazer. Quando nos concentramos na vontade do Senhor, Ele se concentra em atender nosso querer!

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