

Quando Deus chamou Abrão, Ele poderia ter apenas dito: “Vai para a terra que te mostrarei”, mas Ele sentiu a necessidade de ser específico e completar: “Sai da tua terra, da tua parentela e da casa de teu pai e vai para a terra que te mostrarei”. Se o Senhor nunca é redundante, por que haveria necessidade de dizer de três maneiras diferentes para Abrão sair de sua casa? Porque, para tomar posse da promessa, é preciso abandonar determinadas coisas e deixá-las para trás.
Abrão tinha que sair de sua terra. Abrão tinha que abrir mão de tudo que era conhecido e confortável, se quisesse receber o melhor de Deus. Ele teria que se livrar de suas experiências e traumas passados, bem como de suas conquistas e vitórias anteriores. Deus o levaria para o desconhecido, onde os hábitos e padrões antigos não poderiam influenciar seu modo de agir e pensar.
Abrão tinha de sair de sua parentela. Toda família compartilha de uma identidade familiar. Até doenças, vícios e medos podem ser guardados na memória genética das pessoas e ser passados de geração a geração. Abrão teria que abdicar dessas características para formar uma nova identidade baseada em sua filiação em Deus. Isso era importante, porque o Senhor pretendia que, através de Abrão, todas as famílias da terra fossem benditas. Para isso, ele teria de abrir mão de seu DNA, para que o Senhor passasse o Seu próprio gene à geração de Abrão.
Abrão tinha que sair da casa de seu pai. O pai de Abrão, Terá, tinha alguns defeitos. Ele não terminava o que começou. Ele parou no meio do caminho até Canaã e acabou morrendo em Harã sem nunca ter alcançado seu objetivo. Ele escolheu um local idólatra para permanecer, ao invés de enfrentar o deserto e tomar posse da terra (Gênesis 11:31-32). Terá se conformava com o pior e fugia das dificuldades que o promoveriam. Por isso, ele era uma péssima influência para Abrão. Se Abrão quisesse chegar até Canaã, precisaria resistir ao estilo de vida da casa de seu pai.
Todas as vezes que Deus nos manda avançar, Ele nos tirará de nosso antigo sistema de segurança e confiança e nos desafiará a depender dEle pelo caminho. E é exatamente isso que nos faz conquistar a terra da promessa!

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