

Isaías 58:3 registra que o povo de Israel estava reclamando que seus jejuns não surtiam efeito. O Senhor lhes revelou que o problema não estava no ato de jejuar, e sim em sua motivação. Isto porque os israelitas pulavam as refeições, mas continuavam a fazer seu trabalho e a cuidar de seus interesses enquanto jejuavam, e para que o jejum nos conecte aos céus, precisamos interromper nossas atividades e nos concentrar em Deus.
Então, em Isaías 58:6, Deus lhes ensinou os motivos aceitáveis do jejum. O primeiro é soltar as ataduras da impiedade. O jejum verdadeiro traz à tona as motivações e intenções de nosso coração para nos livrar de todo desejo contrário a Deus. Não fazemos jejum para obter bênçãos, e sim, para limpar nosso interior de tudo que poderia estar bloqueando nosso acesso ao Pai e, consequentemente, impedindo o fluir de Suas bênçãos a nós.
O segundo motivo legítimo do jejum é desfazer as ataduras da servidão. Ao nos conectar com Deus, o jejum corta o vínculo com toda carnalidade que nos afasta dEle. Quando alguma coisa começa a ocupar demais nosso tempo e atenção, antes que acabe se tornando um ídolo em nossa vida e erguendo uma barreira entre nós e Deus, podemos jejuar e remover momentaneamente o foco de nossos cuidados, recolocando nossa prioridade no Senhor e, assim, quebrando toda relação de dependência com as coisas desse mundo.
O terceiro motivo do jejum que agrada a Deus é deixar livres os oprimidos. Tantas coisas ocupam nossa mente que às vezes sentimos que perdemos o controle sobre nossas agendas. O jejum restaura nossa liberdade de sonhar, ao restabelecer o propósito do Senhor sobre nossa vida e restaurar nossa confiança nEle, garantindo que não estamos mais debaixo do domínio do mundo, mas respondemos apenas ao reino dos céus.
O quarto motivo aceitável do jejum é despedaçar todo jugo. O jejum tem uma importante função de romper com a pressão externa do ativismo e consumismo de nossa sociedade, que nos faz ansiar por coisas materiais e ignorar as dádivas espirituais. Além de tudo, o jejum ainda rompe com a influência da opinião das pessoas sobre nossas decisões e restabelece a autoridade do Senhor sobre nossa vida.
No versículo 7 de Isaías 58, Deus diz que o jejum legítimo nos torna generosos, bondosos e compassivos. Quando nos conectamos a Deus, Ele retira nossa aparência de mundo e nos renova à Sua imagem e semelhança!

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