

A rainha Ester estava em apuros. Por um lado, um decreto havia sido promulgado pelo rei que não se podia revogar. Por outro, o decreto determinava a matança de todos os judeus na região e ela era judia.
Quando situações adversas nos sobrevêm, é fácil perguntarmos: “por que eu?”. No entanto, Mordecai mudou a maneira de ver a situação ao questionar a Ester: “quem sabe se para conjuntura como esta é que foste elevada a rainha?” (Ester 4:14). Quando o decreto contrário foi escrito, Ester acreditava que seu objetivo era acabar com sua vida, mas, na verdade, o objetivo de Deus era revelar sua identidade, trazer à tona sua autoridade e expor o plano do inimigo, exterminando-o para sempre.
Outro que se deparou com a mesma pergunta foi Jonas. Quando Deus o mandou clamar contra Nínive, o profeta deve ter se perguntado: “por que eu?”. Afinal de contas, Jonas esperava uma profecia sobre a redenção de Israel, e não uma palavra de revelação para o povo inimigo.
Quando os ninivitas ouviram a mensagem, se arrependeram e perguntaram: “Quem sabe se voltará Deus, e se arrependerá, e se apartará do furor da sua ira, de sorte que não pereçamos?” (Jonas 3:9). Até aqueles estrangeiros maus e iníquos entenderam que o Senhor não lhes mostraria a verdade para destruí-los, e sim para que eles tivessem a chance de mudar seus caminhos antes que fosse tarde demais.
Joel foi outro profeta que o Senhor chamou para pregar arrependimento, quando o povo de Israel estava passando por uma devastação causada por gafanhotos, seca e ataque de inimigos. No meio de sua pregação, ele questionou a seus ouvintes: “Quem sabe se não se voltará, e se arrependerá, e deixará após si uma bênção, uma oferta de manjares e libação para o SENHOR, vosso Deus?” (Joel 2:14).
Joel sabia que os israelitas eram culpados de seus pecados, e, mesmo assim, ele conseguia ver que o objetivo do Senhor com aquela correção não era castigá-los, mas fazê-los converter seus corações a Ele. Joel entendia que os erros do povo não anulavam o caráter de Deus, que é misericordioso, compassivo, tardio em irar-se, grande em benignidade e que se arrepende do mal.
Em momentos de aflição, podemos levar as coisas para o pessoal e focar em nossa dor, perguntando “por que” aquilo está acontecendo conosco. No entanto, se elevarmos os olhos para os céus e fizermos o teste do propósito, perguntando “quem sabe” o Senhor não está trazendo aquela situação para cooperar para o nosso bem, sempre teremos esperança.
Quem conhece o caráter de Deus pode confiar que, em Seu grande amor e misericórdia, Ele nunca permitirá que sobrevenha nada que possa nos prejudicar, logo, Ele deve ter um objetivo maior para a luta que estamos enfrentando. Quando entendemos que Deus não desperdiça nosso sofrimento, mas tem um propósito para ele, é mais fácil suportá-lo e vencê-lo.

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