

O rei Ezequias concordou em pagar altos tributos ao rei da Assíria para que ele se retirasse de seu território (2 Reis 18:14). Ele acabou entregando toda a prata que havia na Casa do Senhor e mesmo assim, Senaqueribe ajuntou um grande exército contra o rei de Judá.
Senaqueribe enviou um mensageiro cujo único propósito era minar a confiança de Ezequias, derrubando sua reputação perante o povo. Primeiramente, ele colocou à prova a confiança de Ezequias em sua própria capacidade, dizendo que seu conselho e poder para a guerra não passavam de vãs palavras (2 Reis 18:20).
Em seguida, ele tentou abalar a confiança de Ezequias em seus aliados, dizendo que o Egito era um mero bordão de cana esmagada e que todo aquele que se unisse a ele acabaria ferido com ele (2 Reis 18:21).
A altivez de Senaqueribe chegou ao limite quando ele questionou a confiança de Ezequias em Deus. O rei da Assíria disse que havia sido o próprio Senhor quem o havia enviado contra a terra para destruí-la (2 Reis 18:25).
É assim que age o inimigo. Ele começa semeando dúvidas em nossa mente sobre nossa competência, habilidade e preparação para o que vamos realizar. O próximo passo é contestar aqueles que estão do nosso lado, nos fazendo acreditar que eles não querem nosso bem ou que estão mentindo para massagear nosso ego. Seu verdadeiro interesse, todavia, é colocar em cheque nossa confiança em Deus, tentando nos convencer de que o Senhor não nos ouve ou que está nos castigando por algo que fizemos.
Diante daquela afronta, Ezequias tomou a atitude correta. Ao invés de se humilhar perante seu adversário, ele foi à Casa do Senhor e se humilhou diante dEle. Mas Ezequias não havia entregado toda a prata do templo para Senaqueribe? Com que cara ele agora vinha buscar ajuda no próprio local que ajudou a espoliar?
Isso nos ensina a nunca confiar nas promessas do inimigo de nos deixar em paz, pois ele sempre mente para nos afastar do Senhor. Quando o adversário nos afronta, não é momento de diminuir nossa busca por Deus para tentar resolver nossos problemas, e sim, momento de investir em nosso relacionamento com Ele, pois, quando precisamos, Ele se fará presente para nos ajudar.
O Senhor não rejeitou o clamor de Ezequias. Deus tomou como pessoal a blasfêmia do rei da Assíria e fez com que seu exército recuasse e, mais tarde, seus próprios filhos o matassem a fio de espada (2 Reis 19:6-7). Quando o inimigo tenta abalar nossa confiança e nos firmamos em Deus, é ele quem termina abalado!

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