

Raquel furtou os ídolos do lar de seu pai Labão. Naquela época, os ídolos familiares funcionavam como escrituras de propriedade e quem os possuísse demonstrava ser o herdeiro legítimo dos bens do patriarca.
Raquel cometeu um pecado, mas pensou que seu erro era justificado. Afinal de contas, seu marido havia sido lesado por Labão, que, além de mantê-lo trabalhando por mais tempo do que o combinado, ainda mudava o salário de seu genro todas as vezes que este prosperava. Raquel, portanto, acreditou que aqueles ídolos garantiriam a devida indenização para sua família.
Um dia, porém, seu pecado foi flagrado. Labão veio cobrar os ídolos roubados de Jacó. Raquel teve a chance de contar a verdade e livrar-se da culpa, mas preferiu ocultar seu pecado e ainda mentir para seu pai. Sem saber o que sua esposa havia feito, Jacó proferiu uma sentença de maldição sobre quem houvesse furtado os bens de Labão: “Não viva aquele com quem achares os teus deuses” (Gênesis 31:32).
Todas as vezes que ocultamos um pecado, vivemos debaixo de uma sentença de condenação. Acabamos cometendo outras transgressões, a fim de não sermos descobertos, o que apenas agrava a situação. E o pior: conforme o tempo passa, nosso coração vai se endurecendo e acabamos nos esquecendo de nossa iniquidade. Quando surge a oportunidade de arrependimento, acabamos deixando-a passar.
Jacó erigiu um altar em Betel e conclamou a todos de sua casa: “Lançai fora os deuses estranhos que há no vosso meio, purificai-vos e mudai as vossas vestes” (Gênesis 35:2). Era a ocasião perfeita para Raquel confessar seu pecado e abandoná-lo. Porém, certa da impunidade e com a convicção de que seu pecado havia ficado para trás, Raquel o ignorou.
Chegou o dia em que sua dívida foi cobrada. Raquel acabou morrendo durante o parto de seu filho. Suas últimas palavras foram uma maldição sobre o bebê: ela chamou-o “Benoni”, que significa “filho da minha aflição”, mas Jacó mudou o nome da criança para “Benjamim”, que significa “filho da minha direita” (Gênesis 35:16-18).
Enquanto há tempo, podemos nos arrepender, confessar e receber o perdão de nossos pecados. Deixar o tempo passar não vai remover a iniquidade, reduzir a culpa ou ajudar na remissão. O pecado oculto endurece nosso coração, cega nosso entendimento para o dia do juízo e nos leva diretamente para a morte.
Quando buscamos a Deus, Ele transforma nossos pecados em salvação. Ele cancelou a maldição sobre Benjamim, mudou seu destino e lhe conferiu honra e poder. Ao invés de ocultar o pecado, podemos revelar nosso coração para o Senhor e seremos salvos de toda sentença de condenação!
E as ganhadoras do “Devocional Café com Espírito Santo”, em comemoração ao aniversário do blog Resposta na Palavra, são Kamila Mascarenhas e Ana Luiza Maciel. Já estou em contato com as duas. Parabéns!

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