

Todas as vezes que somos guiados por nossos sentimentos somos enganados. Isaque tinha uma aliança com o Senhor, uma esposa sábia e um negócio de cavar poços bem-sucedido. No entanto, quando ele se deixou guiar pelo que sentia, ao invés do que seu espírito lhe dizia, ele acabou sendo passado para trás.
Isaque mandou chamar seu filho primogênito Esaú para abençoá-lo antes de sua morte. No entanto, Jacó e sua mãe bolaram um plano para que a bênção viesse sobre o filho mais novo. Jacó vestiu as roupas de seu irmão, cobriu suas mãos e pescoço com pele de cabritos e preparou uma saborosa comida para Isaque, se apresentando a seu pai como se fosse Esaú.
A Bíblia diz que os olhos de Isaque estavam fracos e ele já não podia ver (Gênesis 27:1). Quando perdemos nossa visão espiritual, abrimos a porta para a mentira, pois iremos basear nossas decisões em nossa mente carnal, ao invés da mente do Espírito.
Isaque apalpou as mãos de Jacó, percebeu que estavam peludas e confiou no seu tato (Gênesis 27:22). Isaque acreditou mais nas informações que se apresentavam diante dele do que na voz de sua consciência. Ele percebeu que algo estava errado, pois ele ouviu a voz do filho mais novo, mas acabou ignorando o que ouviu. Da mesma maneira, se não atentarmos à Palavra de Deus e ignorarmos a voz do Espírito em nosso interior, acabaremos deixando os sentimentos nos governarem.
Isaque comeu da caça que Jacó lhe trouxe e confiou em seu paladar (Gênesis 27:25). Isaque sabia que Esaú era caçador, enquanto Jacó era um homem pacato, que habitava em tendas (Gênesis 25:27). Quando sentiu o sabor da carne de cabrito, Isaque concluiu que só o filho mais velho poderia ter feito aquela comida. Do mesmo modo, quando confiamos mais em nossa lógica ao invés de andarmos em fé, iremos desperdiçar a oportunidade de fazer o que Deus mandou, assim como Isaque acabou abençoando o filho que o enganou, ao invés do filho que fazia parte da aliança dos patriarcas.
Isaque aspirou o cheiro da roupa de Esaú e confiou em seu olfato (Gênesis 27:27). Isaque sentiu o forte odor de um homem do campo, e imediatamente proferiu a bênção sobre o filho errado. Semelhantemente, quando confiamos na forma como as circunstâncias se apresentam a nós, agimos de maneira precipitada e não tomamos tempo para pensar antes de agir. Às vezes, sentimos um perfume agradável e rapidamente consentimos com algo que parece bom e nos metemos em encrenca. Outras vezes, sentimos um mau cheiro e descartamos uma oportunidade que o Senhor mandou em nosso caminho, porque parece difícil e pouco atrativa.
Viver pelos sentimentos termina em dor. Quando o verdadeiro Esaú se apresentou diante de seu pai, já era tarde demais e a situação acabou em amargura para a família toda. Isaque foi passado para trás por sua esposa, Esaú foi iludido por seu irmão e Jacó precisou fugir de casa. Quanto mais permitirmos que nossos sentidos nos controlem, menos sabedoria espiritual teremos. Quando nos rendemos à direção do Espírito Santo, podemos enxergar muito além do natural e de nossos sentimentos.

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