

Jesus disse que somos sal da terra. Ainda que não demos tanto valor ao sal como ingrediente, é só comer uma comida insossa para descobrirmos o quanto precisamos dele.
O açúcar é diferente. O açúcar não é o que as pessoas precisam, mas o que elas querem. O açúcar atrai as pessoas por seu gosto agradável e suave. O açúcar gera uma sensação de prazer e pode causar dependência.
Ser sal da terra significa que, muitas vezes, seremos desprezados e ignorados. Muitos não nos valorizarão. No entanto, sem os filhos de Deus, a terra receberia apenas juízo e nenhuma misericórdia. Os perdidos do mundo precisam dos filhos de Deus porque, um dia, eles descobrirão que os temperos carnais não podem satisfazê-los, então, eles precisarão de algo que tenha um sabor autêntico.
O problema é que, muitas vezes, preferimos ser o açúcar da terra. Queremos que as pessoas gostem de nós, então, damos a elas uma mensagem de amor e graça, que satisfaça seus interesses e engorde seu ego. Assim, elas dependerão de nossa ajuda e correrão para nós sempre que quiserem algo que anestesie sua dor.
Só que a função do sal da terra é estimular a sede e levar as pessoas às águas vivas! Só damos testemunho de que somos filhos de Deus quando nossas atitudes, palavras e exemplo levam as pessoas até Jesus. Isso significa levar às pessoas à cruz, onde elas encontrarão seus pecados e aprenderão o que é sacrifício e obediência. Essa é a mensagem de amor e graça de verdade!
Se as pessoas não vêem Jesus em nós, é porque nos tornamos insípidos. Focamos tanto em ajudá-las que, ao invés de mostrá-las o Salvador, acabamos com complexo de salvador e sacrificamos nossa consciência e os princípios e valores da Palavra para justificar impiedades e iniquidades. Como está escrito em Provérbios 25:16, quem come muito mel acaba se fartando dele e vomitando-o de sua boca. Quando somos açúcar da terra, somos cristãos mornos, que Deus está prestes a vomitar de sua boca (Apocalipse 3:16).


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