

Aviso: a mensagem abaixo contém conteúdo sensível para aqueles que sofreram trauma ou abuso de cunho sexual e pode gerar gatilhos emocionais, por isso, caso deseje continuar a leitura, proceda com cuidado.
Diná, a filha de Jacó, foi abusada por um príncipe heveu. Diante daquela grande humilhação, duas saídas se apresentaram: ceder ou se vingar.
Jacó escolheu ceder ao príncipe Siquém e concordou em dar sua filha em casamento para ele. Simeão e Levi, entretanto, não se conformaram com a injustiça cometida contra sua irmã. Eles bolaram um plano: consentiriam com o casamento, desde que os homens da cidade fossem circuncidados. Então, quando os homens estavam sentindo mais forte dor por causa da circuncisão, eles tomaram sua espada, entraram inesperadamente na cidade e executaram vingança contra todos do sexo masculino.
Só que havia um problema em ambas as soluções que Jacó e seus filhos encontraram. Elas eram motivadas pelo medo. Jacó temia que sua família se tornasse odiosa na região e que os inimigos resolvessem se reunir para destruir todos de sua casa. Já Simeão e Levi temeram a vergonha pública que sua irmã poderia passar por conta da violência que sofrera.
Porque suas atitudes foram motivadas pelo medo, nem a concessão nem a vingança trouxeram justiça para Diná. Sim, Diná foi livre das mãos de seu abusador, mas a história não conta que ela tenha se casado ou se recuperado depois daquele trauma. A narrativa de Diná parou por ali.
Quando sofremos uma ofensa, se permitirmos que o medo tome conta de nossas futuras decisões, nos fazendo repetir comportamentos de omissão ou violência, nossa vida ficará paralisada no momento de nossos traumas. O que resulta em justiça é fazer a escolha de não mais se submeter nem se deixar intimidar pelo medo, usando a espada do Espírito para cortar o mal pela raiz.
Pensamentos de medo nos fazem cair nos mesmos padrões de destruição, mas uma mente renovada pela Palavra de Deus confronta o inimigo e deixa o Senhor dos Exércitos pelejar por nós, nos curar e reparar nossa reputação.


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