

É possível obedecer a Deus e, ainda assim, não agradá-Lo com nossos atos? A Palavra diz que o que agrada a Deus é nossa fé (Hebreus 11:6), logo, quando nossas atitudes demonstram falta de fé, ainda que nosso comportamento seja correto, ele pode ser abominável para Deus. O livro de Malaquias é dedicado inteiramente a demonstrar o quanto nossa motivação importa quando obedecemos ao Senhor.
Em primeiro lugar, Malaquias diz que o povo estava servindo a Deus sem respeitá-Lo (Malaquias 1:6). A fé importa em reconhecer a autoridade de Deus. Como podemos, de um lado, crer que Deus é soberano para agir em nosso favor, mas, de outro, desrespeitá-Lo como Rei e Senhor de nossas vidas? Quando fazemos boas obras, mas não tememos a Deus em nosso coração, estamos demonstrando que nossa condição para obedecê-Lo é obter um benefício em troca. Isso é abominável para Deus, porque, quando tentamos merecer Suas bênçãos, atraímos a glória do milagre para nossa performance.
Deus também não se agrada quando oferecemos a Ele as sobras (Malaquias 1:7-14). Ter fé em Deus significa que O reconhecemos como Criador e, portanto, dono da terra e de tudo que nela existe. Ele é digno da primeira e melhor parte de nossos frutos. Quando oferecemos a Deus a sobra de nossos recursos, estamos querendo dizer que o dinheiro e os bens nos pertencem e o Senhor precisa se contentar com o que achamos que Ele merece receber. A verdade, no entanto, é que Ele é o responsável por nos dar vida, dons, talentos, saúde e a administração do território que Ele nos confiou; sem Ele, não teríamos nada.
Deus também se indigna quando oramos e clamamos a Ele, mas somos infiéis ao próximo (Malaquias 2:13-14). Nossa fé em Deus é baseada em uma aliança. Quem não tem palavra e vive descumprindo seus compromissos não dá testemunho de ser filho de Deus. Nossos padrões de relacionamento são mais elevados, porque eles derivam de nosso relacionamento com Deus. Quem é infiel ao seu próximo, a quem vê, não pode manter-se fiel em sua aliança com o Senhor, a quem não vê. A infidelidade em um relacionamento é consequência de uma quebra de aliança com Deus.
Por fim, Malaquias diz que Deus não se agrada quando sonegamos os dízimos e as ofertas, achando que o dinheiro nos pertence (Malaquias 3:8). A mentalidade de que podemos dispor do valor dos dízimos e das ofertas para cobrir nossas necessidades demonstra falta de fé de que Deus é nosso provedor. Esse assunto é tão sério que o Senhor chega a afirmar que podemos colocá-Lo à prova se nossa fidelidade financeira não resultar em bênçãos sem medida (Malaquias 3:10).
Ao final de seu livro, Malaquias diz que quem temesse ao Senhor seria ouvido e Deus mostraria a diferença entre aqueles que O serviam de verdade e os que não O serviam. Servir a Deus não é falar a linguagem correta, vestir as roupas certas ou ouvir as músicas certas. É ter o coração voltado para Ele, a ponto de fazer as coisas da maneira que Lhe agrada, reconhecendo-O por Sua majestade e dignidade.

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