

Lia tinha um sério problema a resolver. Seu pai a usou para conseguir manter Jacó trabalhando para ele por mais sete anos e seu marido não a queria como esposa. Ela, então, tentou resolver a situação à sua própria maneira.
Lia teve um filho que se chamou Rúben, pois ela disse: “O Senhor atendeu à minha aflição. Por isso, agora me amará meu marido” (Gênesis 29:32). Note que o filho era uma tentativa de fazer seu marido amá-la.
Ela teve um segundo filho, a quem chamou Simeão, pois disse: “Soube o Senhor que era preterida e me deu mais este” (Gênesis 29:33). Com esse filho, ela tentou bancar a vítima para chamar a atenção de Jacó.
Ela teve um terceiro filho e o chamou Levi, pois pensava: “Agora, desta vez, se unirá mais a mim meu marido, porque lhe dei à luz três filhos” (Gênesis 29:34). Ela acreditava que mereceria a companhia de seu marido por causa de seus filhos.
Finalmente, ela deu à luz a um filho a quem chamou Judá. Dessa vez, ao invés de buscar justiça própria, ela disse: “Esta vez louvarei o Senhor” (Gênesis 29:35).
A motivação errada de Lia para ter filhos gerou consequências no destino das crianças. Rúben profanou o leito de seu pai (Gênesis 49:4). Simeão e Levi praticaram traição ao contrariarem a decisão de Jacó de dar sua filha Diná em casamento ao homem que abusara dela. Eles acabaram matando todos os homens da cidade do noivo à espada e fizeram seu pai odioso entre os moradores da região (Gênesis 34:30).
Fazer justiça com as próprias mãos só leva à mais vingança e violência. Quando Lia deixou sua justiça nas mãos de Deus e resolveu louvar ao Senhor ao invés de buscar agradar seu marido, ela deu à luz ao antepassado do rei Davi, de cuja linhagem saiu Jesus. Não é curioso que Jesus seja da tribo de Judá e não da tribo dos levitas, que eram consagrados para servirem ao Senhor no templo e carregar a arca da aliança (Deuteronômio 10:8)?
Deus não pode usar obras da carne, porque Ele só recebe aquilo que é oferecido a Ele em louvor. O Senhor está mais preocupado com nossa motivação do que com nossas ações. Podemos fazer todas as coisas certas, mas se nossa motivação é manipular Deus a nos dar o que queremos, o resultado será desastroso e todo nosso esforço terá sido em vão.

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