

Quando estudamos o livro de Jonas, geralmente pensamos que o profeta não queria ir a Nínive por medo do que um povo bárbaro e cruel como os ninivitas poderia fazer com ele caso rejeitasse sua pregação.
Porém, não é bem isso que lemos em Jonas 4:2. O profeta deixou bem claro que ele fugiu para Társis por saber que Deus teria misericórdia dos ninivitas e os salvaria, não executando o castigo contra seus inimigos.
É assim também que nós agimos contra os que nos injustiçaram. Ao invés de perdoá-los e orar por eles, damos a desculpa de que temos medo de que, se nos compadecermos de nossos inimigos, eles nos ferirão novamente. A verdade, no entanto, é que temos medo que Deus se compadecerá deles e não fará justiça à nossa causa.
Isso é uma falta de compreensão do sistema de perdão de Deus. O Senhor promete ser nosso recompensador caso o inimigo se arrependa ou não (Romanos 12:19). Deus nos fará justiça de qualquer maneira. No entanto, caso haja arrependimento do ofensor, Deus reterá seu castigo e lhe dará a salvação.
Indignar-se contra a salvação dos inimigos é rejeitar a obra de Jesus na cruz. É não reconhecer que nós também precisávamos de salvação e Deus nos estendeu Sua graça. É querer fazer prevalecer nossa vontade sobre o plano perfeito de Deus. É querer impor nossa própria justiça e se rebelar contra a justiça de Deus.
Quem, como Jonas, testifica que foi salvo por tão grande salvação, deve ser grato pela maneira como Deus estende Sua misericórdia a pecadores e se torna compassivo para com aqueles que ainda estão perdidos no profundo do abismo.

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