

Filipenses 4:6 nos mostra o antídoto para a ansiedade: a oração. Mas que tipo de oração fazer quando nos sentimos ansiosos?
Primeiro, Paulo fala de oração em geral. A primeira coisa que devemos fazer em oração quando nos sentimos ansiosos é confessar a Deus tudo o que estamos sentindo. Isso é o segredo da oração em todo o livro de salmos. Os salmistas começavam suas orações rasgando seu coração diante de Deus. O momento de ansiedade não é para fazermos fofoca sobre o que está acontecendo conosco. Também não é momento de ignorar o que estamos sentindo e nos voltarmos às distrações da televisão e das redes sociais, das tarefas domésticas ou de fazer compras. É momento de desabafarmos para Deus tudo o que estamos sentindo.
Então, é momento da súplica. Agora que já entregamos nossas preocupações no altar de Deus, é hora de pedirmos a Ele o que gostaríamos que Ele fizesse por nós. Nas orações do Ap. Paulo em Efésios 1:15-21 e 3:14-21 e Colossenses 1:9-12, vemos que, ao invés de orar para Deus livrar os cristãos dos problemas, Paulo pedia para que eles fossem fortalecidos com poder e sabedoria e recebessem a capacitação do alto para poderem enfrentar as adversidades. Na súplica, pedimos a Deus para fazer o que só Ele pode fazer, mas também pedimos ousadia para fazer o que Ele quer que façamos.
Por fim, ações de graças. A oração nos esvazia de nossas ansiedades, enquanto as ações de graças nos enchem de paz. Quando o foco de nossa oração muda de nossos problemas para o poder, a bondade e o amor de Deus, podemos descansar na certeza de que nossos pedidos estão em boas mãos. No milagre da ressurreição de Lázaro, Jesus começou sua oração agradecendo ao Pai porque Ele o ouvia (João 11:41). Quando damos graças, tiramos a questão de nossas mentes limitadas e a repassamos ao único que tem pensamentos poderosos e mãos capazes de resolvê-la.
A oração diante da ansiedade não é uma murmuração pela injustiça da situação, mas uma postura ativa de entregar nas mãos de Deus nossos sentimentos, cuidados e louvor.

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