

Pense em algo que você realmente detesta que façam com você. Pode ser furar a fila, comer sua comida ou tirar algo do lugar. Imagine seu pior inimigo fazendo isso. Agora, imagine sua pessoa mais querida fazendo a mesma coisa. É bem provável que, para o primeiro, você encontre motivos para não perdoá-lo, enquanto que, para a segunda, encontrará mil desculpas para o comportamento indesejado.
Nós acreditamos que não temos capacidade de perdoar, mas, na verdade, nossa dificuldade está em nossa capacidade de amar. Se você gosta de alguém e quer manter esse relacionamento, perdoar será fácil. Quando não gostamos da pessoa ou quando ela faz algo que torna a convivência difícil, parece que perdemos o desejo de perdoar. Mas perdoar não é um desejo, é uma decisão.
Sendo assim, como podemos perdoar aqueles de quem não gostamos? Podemos fazer isso porque amamos a Deus e queremos ter relacionamento com Ele. Afinal de contas, foi isso que Ele fez por nós: por amar-nos tanto, Jesus se entregou para que tivéssemos acesso ao perdão e voltássemos a ter relacionamento com o Pai. Não foi por nossos méritos que fomos perdoados, nem porque nossos pecados eram faltas pequenas. Foi porque Ele queria restaurar o relacionamento conosco.
Jesus ensinou que, se não perdoássemos aos homens, não receberíamos o perdão de Deus (Mateus 6:14-15). Sem esse perdão, nossos pecados ainda fazem separação entre nós e Ele (Isaías 59:2) e nossa comunhão com o Pai será prejudicada. Se nossa prioridade for amar ao Senhor e manter um relacionamento próximo a Ele, não poderemos permitir que as ofensas cometidas contra nós nos afastem dEle.
Graças a Deus que não precisamos gostar de alguém para perdoá-lo! Haverá situações, inclusive, em que não será seguro permanecer em um relacionamento com alguém que nos feriu e que seja uma má influência em nossa vida. Ainda assim, para perdoar, só precisarmos amar a Deus e ansiar por Sua Presença acima de nosso desejo de auto-preservação e de retaliação!

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